quarta-feira, 6 de abril de 2011

Coisas do coração

De noite quero acalentar-me no travesseiro e dormir
Mas não consigo, pois meu coração torna a ruir
E vem os pensamentos que não me deixam descansar
E vem o tormento
Pensar, pensar e Pensar

Pensar no que poderia ter feito
Pensar no que foi desfeito
Pensar em que decisões tomar
Pensar que poderia ser diferente
calmo, tranquilo sem mais delongas

Mas não é possível
E é tão difícil

Meu maior martírio é indecisão
é confusão no meu coração
É inseguraça, é medo, receio

Mudanças drásticas que poderiam afetar todo meu ser
e eu tenho medo
[medo]
De sofrer, de errar
de me machucar
e de magoar

E isso me consome por dentro
e teima em desconjurar meu coração

Sofro, sinto, maldade de indecisão
Teima em acabar de vez com meu coração

Quando eu amava, amava de montão
amava incondicionalmente, amava de coração

Mas o tempo passa e algumas coisas mudam
outras não
Mas o pior são as mudanças feitas pelo acaso do destino então
que me deixa frívola e em questão de saber o que, porque, qual a razão?

E são tantas coisas, tanto, porquanto
que eu nem sei

Foge de mim, do meu controle
e eu não consigo me salvar, me decidir, me orientar

As vezes nem sei se há uma linha tênue
nos meus desabafos
que são tantas coisas dentro de mim
tanta confusão
mas eu sei faz parte

São coisas da vida, coisas do coração

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